domingo, 8 de fevereiro de 2009

Homofobia

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Para dar vizualidade ao sonho desta noite dirigi-me à caixa de comentários de O Globo, mais exatamente no artigo "99% dos brasileiros discriminam gays"
Estou achando muito bom vivenciar na realidade o sonho desta noite, inclusive batizei vários navios da minha frota com nomes homoafetivo como Cássia Eller,,, ela deixou às margens do rio o conhecimento, a sua arte, sua n

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Tentando usar o Qik

Clique na imagem para ampliar,
isso aí é a minha resposta ao usuário do Qik
pura arte = deiscência = divindade = perfeição
Clique na imagem para ampliar
Neste momento estou no http://www.qik.com
Eu nunca havia sentido a sensação que estou sentindo agora,
Ele está fazendo o que costumo fazer, andar por aí com um celular na mão filmando meu caminho
Lindo
Lindo
Lindo
Ele me chama para conversar com ele
Não sei inglês, claro que vou aprender, vou precisar para conversar no Qik
Quem não tem cachorro caça com gato
Traduzi o que ele disse para mim
Ele disse que o caminho estava escorregadio
Respondi-lhe que aqui não tem neve, vide a tradução no alto deste post

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Caroline Pivetta da Mota,,presa na Bienal do Vazio

Soltar a moça ou prender os curadores?



santanna@novanet.com.br



Fonte: http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=3720

sábado, 24 de janeiro de 2009

Visão - forma - conhecimento

Visão:
vi 5 latas de alumínio de volume 18 litros dispostas em formato de calendário = cruz e, na intersecção dos braços, o spin cantor

Forma:
dar visualidade ao sonho

Conhecimento:
em branco

domingo, 4 de janeiro de 2009

Estou aqui (ou: Não vês?)

Andei muito, ontem por volta de 22 horas saí de Sambaíba - Rio Balsas, peguei o ônibus em Mangabeiras - Rio Neves para Araguaína - Rio Araguaia
...................mais de 10 horas de viagem, ônibus lotado, não havia nenhuma poltrona nem para mim nem para outros 20 passageiros, uma grande contradiç~ção entre as empresas indivíduos jurídicos e os individuos animais
Até quando
O que fazer senão adaptar-se à situação?
Estendi minha sacola de spin sacoleiro sobre o assoalho do ônibus, viajei tranquilo, dormi bom demais da conta, melhor do que se estivesse em casa, fiz amizades, daptei-me ao meu manequim

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Soltar a moça ou prender os curadores?

17/12/2008 23:24:00
por Affonso Romano de SantAnna
A moça se chama Pivetta (Caroline Pivetta da Mota) e está presa como pivete. Coincidência? Fatalidade do nome? Ou retrato sintomático de nossa época?
Ela tem 23 anos e se considera artista. A polícia acha que ela é marginal, porque não tem endereço fixo nem profissão, senão uma vaga alegação de "artesã". O fato é que ela, com um grupo de 40 colegas, invadiu a Bienal de Arte de São Paulo para pichar as paredes brancas do histórico prédio do Niemeyer. Quando a polícia chegou, houve corre-corre, quebradeira e ela foi a única que ficou presa. Presa há mais de 40 dias.
Vamos analisar a questão. Faço uma sugestão radical. Os advogados deveriam convocar como testemunha de defesa os próprios acusadores da moça. Exatamente. Não apenas os curadores dessa bienal, mas os curadores das anteriores também. Eles são peças fundamentais na liberação dessa jovem vítima.
Os curadores dessa (e de outras bienais) sempre fizeram a apologia da "transgressão". Há cem anos que a arte vive (e morre) disto. O aspirante a artista nem sabe desenhar, pintar, esculpir e recebe nas escolas de arte oficiais ordem para destruir o desenho, a pintura, a escultura ou qualquer tipo de arte. Materializou-se aquela piada: "hay govierno, soy contra” (é arte, sou contra).
A referida Pivetta faz parte de um grupo de grafiteiros que anteriormente havia pichado a Faculdade de Belas Artes da USP e a galeria Choque Cultural. Vejam o "imbroglio", a própria galeria tem esse nome "Choque cultural". Chocante. Uma bienal anterior tinha como slogan esse papo de que não existe "fronteiras" entre arte e não-arte. Esses jovens, portanto, crescem numa cultura que mitifica a "marginalidade", elogia a falta de " limites" e os incita a aparecer a qualquer preço. A pessoa nem sabe onde está a lei, mas já quer transgredir. E aqueles ingênuos jovens foram radicais; aliás, acharam que estavam sendo radicais: picharam a própria escola e galeria. Pergunta-se: que autoridade têm seus professores, que autoridade têm os curadores para exigir a punição e prisão deles?
A posição dos acusadores é insustentável. Eles mesmos não só alardearam que iam fazer uma bienal transgressora, tão transgressora que deixariam um espaço transgressor "vazio" mas iam convidar artistas e teóricos para debater e fomentar a "transgressão". Então, pergunta-se: há dois tipos de transgressão, a oficial e a proibida? Por que a transgressão oficial- a Bienal que custou 9 milhões de dólares (ou reais?), do nosso bolso, é melhor que outra? Quem é dono da transgressão?
Estou colocando em linguagem simples um assunto complexo, que em psicologia e linguística se chama “double bind", pois isto aqui é uma crônica e não um ensaio (ver "O enigma vazio"-Ed.Rocco-,que acaba de sair). Mas essencialmente quero dizer que a questão está mal colocada. Estão discutindo detalhes, sem uma visão de conjunto. É um horror ler que "há uma certa pressão dos organizadores da Bienal " para manter a moça presa. Os curadores também são réus. Vamos encarar de frente o problema, tenhamos coragem de analisar os equívocos de grande parte da arte do século 20. No mundo todo estão surgindo teóricos que analisam o que eu chamo de "irresponsabilidade estética" e a "estética da irresponsabilidade".
Enfim, é fácil jogar a culpa sobre a Pivetta de plantão. Mas a confusão que está na cabeça dela e dos curadores é a repetição de um episódio que tem acontecido em outros paises na fronteira entre arte & crime. E as questões da arte em nossa deteriorada pós-modernidade se tornaram tão complexas que escapam à compreensão dos críticos de arte oficiais.
O que está em julgamento não é a indigitada Pivetta. O que deve estar em julgamento é todo um conceito de arte e cultura que está esgotado e pateticamente "vazio" como essa lamentável Bienal que se enforcou no "duplo enlace" de seus próprios dilemas.
Affonso Romano de Sant’Anna é poeta, cronista, professor, administrador cultural e jornalista. Tem mais de 40 livros publicados, ensinou em universidades estrangeiras e nacionais e, à frente da Biblioteca Nacional (1990-1996), criou o Proler, o Sistema Nacional de Bibliotecas e programas de exportação da cultura brasileira. E-mail: santanna@novanet.com.br
FONTE: http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=3720